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ALFORRIA!

“Chega. Agora chega!” – Mark, Simplesmente Amor

Algo cutucou meu coração. Eu tinha que ver se tinha alguma coisa, se namorava ou se tinha cumprido com sua palavra. Segui meu coraçãozinho machucado. Se eu estava (ou, pelo menos, achava estar) preparada para vê-lo com outra? Não.

Aliás, de uns tempos pra cá, as lembranças dele vinham tão latentes, dando tanta saudade. Eu vinha achando que não tinha superado e pensando, com aquela maneira-Lara-romântica-Disney de ser, que, talvez, ele também sentisse saudade. Blah! Romance e mais romance!

Então, procurei. Procurei e achei. E, SIM, ele está comprometido!
E eu?

A-L-Í-V-I-O! ALFORRIA! LIBERDADE!

Pensei que fosse chorar e até chorei mesmo. Chorei por, enfim, estar livre. Por finalmente aceitar que não fomos MESMO feitos um para o outro. Por ele escrever pra ela: “tdo fica suaveira trance do seu lado” e eu entender que se eu chego de camiseta do Hendrix e o cara escreve isso pra menina, nós não podíamos meeeesmo dar certo! hahaha
Chorei por que passei por momentos muito difíceis, por que foi difícil superar. Por que ” é [foi] difícil respirar sem você [ele]“.

Sim, o que eu senti (e é tão gostoso falar no passado) por ele foi muito forte, mas quando vier de verdade, pra valer, será muito mais forte! E se não for de verdade, outros virão! Agora sou outra! Agora não tenho mais medo!

Quis desistir do amor, quis coisa pior quando ele terminou comigo. Eu sofri como nunca. Mas me fortaleci!
Estou aberta para o amor novamente, estou sorrindo novamente!

Virei o ano de branco, pedindo paz de espírito; de lilás, inconscientemente, que simboliza renovação e transformação; pisando no amarelo, pois quero dinheeiro! (nada de R$50,00 por mês! Saai!); com detalhes em vermelho, desejando força e sexo (POR FAVOR!); e na ponta dos cabelos, segurando a trança, um elástico rosa, pra dizer a mim mesma que não devia desistir do amor, que devia superar!

Na contagem regressiva, comecei a passar mal. Nos primeiros segundos de 2011, vomitei. Como um símbolo, como um sinal dizendo: “tudo de ruim que aconteceu nesse ano, passou, saiu e ficou ali, enterrado pra nunca mais voltar”. Como se eu regurgitasse mesmo o ano ruim e me abrisse pro próximo ano.

Dei de Orpheu, olhei pra trás e vi meu [antigo!!!] amor indo embora para sempre. E eu? Bem, eu… ESTOU DE VOLTA!

Dias como esse

Deus meu, como estou feliz!!
Sabe aquele dia que você não esquece?
Aquelas cenas, aqueles cheiros.

Hoje foi um dia assim.

Sabe aquela banda que você ama?
Aquela que você sabe todas as músicas e canta junto cada trecho de cada letra?
Curumin And the Aipins é assim pra mim. É a banda que eu gostaria de ir a todos os shows, quero todos os cds.

Por isso é que hoje significou tanto pra mim, por isso eu jamais vou esquecer.
Foi meu presente de Natal, de Ano Novo, aniversário.

Um dia como esse me faz lembrar aqueles outros que tenho vontade de esquecer. Sabe? Aquele que tudo dá errado?
E aquele ANO em que tudo dá errado? Já teve um assim? De querer esquecer tudo como se não tivesse acontecido?
Quando você quase perde todas as esperanças.

Por sorte – e o Curumin, querido, que me ajude – “a esperança é uma coisinha pequenina, a esperança é a última que morre”.
Por dias como esse é que nunca deixei de acreditar nessa frase. Sempre vai melhorar, por mais que não pareça.

Busquei esse dia como um presente pra dar a mim mesma, como se fosse um jeito de me aconselhar dizendo que há saída sim!
Hoje foi um “salto no vácuo com joelhada” no ano ruim, em todos os meus problemas, nas minhas tristezas, nas desilusões. Um suspiro de alívio e de coragem pra seguir em frente e só buscar felicidade.

“Já garanti meu presente de Natal! Talvez seja uma recompensa pelo ano ruim. Um modo de dizer a mim mesma que tudo sempre acaba bem! :) ” – Twitter from @lara__morais for iPhone • 17/12/2010 12:56

Lembrarei de cada foto na geladeira do Curumin e de cada cd nas prateleiras da sala do Loco. Sempre!

Férias

De vez em quando precisamos de umas férias. Não de férias do trabalho, da faculdade ou da escola. Precisamos de férias das pessoas, das rotinas, dos mesmos lugares, das mesmas falas, dos mesmos barulhos.
E o mais importante: de tempos em tempos precisamos tirar férias de nós mesmos. Sempre temos as mesmas atitudes. Eu mesma tenho até o mesmo modelo de escrita. Aaargh! Chega disso tudo!

Tirei férias de mim, fiz um balanço, sabe o que vi?
Sempre enxerguei as melhores qualidades. Sempre fui a boazinha, a quietinha, a timidazinha. Tudo no diminutivo.
Sempre fui a que escuta, a que dá conselhos, a que tenta arrumar  a vida dos outros. Nunca gostei muito de contar com as pessoas, eu dava conselhos a mim mesma. Julgava uma perda de tempo (do ouvinte) contar meus problemas, minhas angústias. Se passam cinco minutos e o ouvinte deixa de ouvir para falar sobre seu ego enorme, por que continuar? Sempre fui a Amélie.
Fui a racional, a temerosa, que mede todas as consequencias possíveis e imagináveis… eu era a Vicky.

Pois é, acabou!

Agora sou Cristina, sei apenas o que não quero. Agora arrisco, pois pelo menos tentei. Não custa nada tentar, não é mesmo?
Agora conto meus problemas. Ah, não quer ouvir? Vou encontrar quem ouça e quem me ajude. Depois não reclame, depois não diga que foi rejeitado. Nunca rejeitei ninguém, as pessoas se rejeitaram com o tempo. Sabe aquela história do copo e da gota d’água? Uma hora transborda. Cliché, cliché, cliché. Boris, ajude-me: “algumas vezes, um clichê é a melhor forma de se explicar um ponto de vista”. Obrigada, querido!

Não sou mais a criança tola. Sou uma mulher com atitudes muito diferentes das de antes.

Durante as férias deixei de concordar com tudo. Imagine, “sempre fui o centro das atenções e agora ela não está mais lá”. Não estou mais lá pra aplaudir, não estou mais lá pra ouvir. Afinal, por que ouvir quem não me ouve?
Eu gritei de tanta dor e alguns ouviram… alguns que estavam felizes, mas que de olhar viram que algo não estava normal.

Amigos são cumplices um do outro. Amigos não levam tudo tão a sério. Amigos se xingam, depois se elogiam. Amigos se batem e depois se abraçam. Amigos não perguntam se está tudo bem, amigos afirmam só de olhar nos seus olhos. Amigos aceitam os outros do jeito que são, mas dizem na sua cara os defeitos que você achava que só você sabia que tinha. E continuam amigos. Esse é o jogo. Seu(sua) companheiro(a) vai aceitar seus defeitos, mas nem sempre vai falar que sabe da existência deles. Companheiros(as) relevam. Amigos também, mas até certo ponto.

Continuo de férias. Não sei quando volto.

Virando o jogo?

Vou te falar, e eu tenho que admitir, eu fui feliz.

Houve algum momento nesses 9 meses que eu consegui me sentir verdadeiramente feliz. Em algum momento eu achei que tinha superado, que não daria certo mesmo, que ele é um insuportável, enfim…
Continuo achando as mesmas coisas, mas de um tempo pra cá parece que tudo volta. Parece que gostam de me ver sofrer, que me apunhalam uma espada no coração… E como dói!

Dói mais pelo sentimento que eu tive, tão verdadeiro e puro, do que pela pessoa. Mas como significou pra mim… como me machuca saber que não tenho mais.
Dou de Orpheu. Olho pra trás e vejo se perder pra sempre no tempo e no espaço. Mas olhar pra trás é resgatar um pouco da felicidade e do amor que senti.

Desses tempos de Orpheu pra cá, pareço não me interessar por nada. Nem pela faculdade, nem pelos amigos, nem pela família, nem por mim mesma. Não acredito em mais nada e em mais niguém.
Quero virar o jogo, mas não sei como.

Mitologia

Hoje eu senti uma coisa diferente e a vida tem sido tão difícil.
Não vou chorar, não vou olhar pra trás.

Acorda, Simpático – Curumin

Dei de Orfeu. Olhei pra trás quando o combinado era fazer o contrário.
Olhei e vi todo meu amor indo embora, como Eurídice foi quando Orfeu não conteve a vontade e se virou.

E olhar pra trás, pra mim, foi mais do que uma simples analogia. Olhei pra trás e sofri denovo tudo o que sofri uns meses atrás.

Você já teve um sonho?
Já realizou esse sonho?
Já viu tudo o que você sonhou desmoronando bem à frente de seus olhos como se fosse um castelo de cartas?

Eu já. E dói. Meu Deus, como dói!

Machuca lá dentro. É uma ferida que não cicatriza facilmente.
Lateja à noite, sangra às vezes.

Sem mais muitas palavras, só peço uma coisa:
Por favor, Deus, se o Senhor tem um propósito para tudo isso que estou passando, por favor, mostre-me logo.

Só pra constar: Orfeu, depois de perder sua amada, deu origem ao Orfismo, uma espécie de serviço de aconselhamento. Ajudava muito os outros com seus conselhos, mas não conseguia resolver seus próprios problemas.

Quem errou?

Don’t tell me you’re sorry cuz you’re not
Baby, when I know you’re only sorry  you get caught
Take a Bow – Rihanna

Será que a mentira dói menos que a verdade?
Prefiro ouvir a verdade e sofrer de uma vez, do que descobri-la depois e me decepcionar com quem achei que fosse perfeito.
Não entendo como alguém pode olhar nos seus olhos e mesmo assim conseguir mentir.
Achei que não sobreviveria sem você. Que o amor era tão verdadeiro que seria único.
Confiei plenamente em você e em todas as suas promessas.
Agora me sinto uma menininha inocente que acredita no primeiro babaca que diz que a ama.
Achei que dessa vez fosse verdadeiro, fosse pra sempre.
Mas que amor é esse? Quem que te ama de verdade, que te troca por festa? (se for só festa)
Idealizei um príncipe maravilhoso e não passava de um sapo feio.
Quis odiar você. Quis esquecer que um dia você existiu e que foi você quem me fez sentir um sentimento tão lindo quanto o amor. Por que eu te amei e foi de verdade.
Não consigo sentir ódio, nem raiva, nem desejar o mal pra ninguém, nem pra quem merece.

Queria dar o seu direito de resposta, mas não sei se consigo acreditar numa única palavra que sai da sua boca.
Falasse que não queria mais ficar comigo, que não consegue confiar em alguém que mora longe de você, que você é possessivo e ia pensar tanto no que eu poderia estar fazendo que não conseguiria ficar em paz. Era mais bonito.

Eu, pelo contrário, confiei em você.
Acreditei que você me amava de verdade.
E quando disse que nunca mais me soltaria, fiquei feliz, por que ter alguém como você ao meu lado era o sonho de qualquer mulher.

Quem errou?
Quem acreditou numa mentira ou quem inventou uma e tomou como verdade?

Talvez você tenha me comparado a você e achou que eu pudesse fazer coisas que você mesmo faria.
Já eu, esperei verdade, honestidade e verdade de você. As minhas atitudes foram baseadas nessas três virtudes, então te comparei a mim.

Quem errou?

And the award for the best liar goes to you for making me believe that you could be faithful to me

Máscaras

Olhe pra mim.
O que você vê?
Alegria? Felicidade? Tem certeza?
Olhe bem!
Como posso estar triste se estou sorrindo?
É que eu rio, não sorrio.
Rir, todo mundo ri.
Se algo é engraçado, por mais triste que eu esteja, eu vou rir, vou dar aquela gargalhada!
Mas,  sorrir?
Sorrir é diferente!
O sorriso transmite o que sentimos por dentro, e se dentro está sombrio, como posso sorrir?
Pra quê?
Por quê?
Posso exalar luz, cor e felicidade, mas desde quando ele se foi tudo ficou escuro, incolor e triste.
Não sorrio desde então.

“Talvez eu nunca entenda, nem nunca aceite, mas o tempo passa e a gente conhece pessoas… e gosta delas! Mas amor? Amor é um só!”
Talvez seja por isso que doeu e que dói tanto.
Talvez seja por isso que não consigo falar nesse assunto.
A raiva é uma válvula de escape. Tenho raiva de gente medrosa, e ele foi medroso. Não encarou seus medos, não arriscou!
Também tenho raiva de gente que não arrisca.
Talvez eu queira sentir raiva porque assim fica mais fácil esquecer.
Mas se em 15 anos eu não esqueci, como posso esquecer agora?
“Como a gente se despede de alguém que não vê há 15 anos? Parece impossível, né?”
Acho que é impossível mesmo.

Talvez um dia isso doa menos. Um dia… talvez… não agora… não hoje.

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